segunda-feira, 9 de março de 2020

Trabalhando com cores no Scribus


A princípio o uso de cores num material a ser impresso pode parecer um assunto de pouca importância. Mas não se engane! Alguns pequenos equívocos no uso do software e no conceito das cores podem colocar em risco todo o seu trabalho.

O Scribus oferece excelentes ferramentas para se trabalhar com cores. O principal recurso é a paleta de cores. Ela fica ativa sempre que algum objeto gráfico, capaz de ser colorido, é selecionado. Sua localização é dentro da guia “cores” da janela de propriedades do Scribus.

Na paleta de cores você pode trabalhar simultaneamente com dois modelos diferentes de formação de cores: o RGB e o CMYK.





Creio que você já é conhecedor que todo processo de impressão gráfica se fundamenta no sistema de cores CMYK - ciano, magenta, amarelo e preto, baseado em pigmentos. Já o RGB é usado por sistemas que emitem luz, como telas de TVs, celulares e monitores. Por conta dessa diferença, provavelmente você também já ouviu ou leu a afirmação que nos softwares de diagramação só se deve trabalhar com o modelo de cores CMYK, que é essencial por ser utilizado em gráficas.

Pois bem, de fato, fora do Scribus, outros aplicativos de desktop publishing ou diagramação exigem que as imagens e os objetos trabalhados estejam previamente com suas cores no formato CMYK para que não haja problemas no processo de impressão. Sem esse cuidado em tais softwares, itens que deveriam sair coloridos podem ser impressos em tons de cinza.

Já o Scribus possui uma vantagem imensa! Não tem problema nenhum em usar cor RGB dentro do dele, seja para fotografias ou qualquer outro elemento gráfico. Na hora da impressão o Scribus se encarrega de separar as cores, aplicando ou não os perfis necessários para a conversão em CMYK, tornando a cor o mais próxima o possível da capacidade de reprodução do dispositivo de saída. Portanto, você pode trabalhar com a paleta RGB sem medo! Mas lembre-se: isso é no Scribus.

O único detalhe que deve ficar atento é que o espaço de cor RGB é muito mais amplo do que o CMYK. Por isso nem todas as cores do sistema RGB podem ser reproduzidas num ambiente baseado em tinta - o CMYK. E qual seria a solução então? Trabalhar somente com cores CMYK? A resposta é um enfático "não"! Ao visualizar imagens CMYK num monitor, ele estará usando o sistema RGB para simular cores CMYK. Considerando que o sistema CMYK fundamenta-se nas características da tinta, propriedades do papel e condições da luz ambiente, é praticamente impossível reproduzir fielmente uma cor da síntese subtrativa - que é o modelo CMYK - dentro de um sistema aditivo - que é o modelo RGB.

Portanto, num ambiente com gerenciamento de cores, a melhor opção é trabalhar sempre com RGB. A conversão para CMYK só é importante no momento da impressão, o mais tarde possível.

Se você se interessa por este assunto e quer saber mais detalhes, assista o vídeo abaixo.




Até a próxima!


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